Perguntar não ofende
O que é mais suspeito inflar o valor de seus bens, parecer um milionário, para depois ganhar a eleição, ou, ganhar a eleição e depois aparecer com bens de valores expressivos?
Pitacos
A coluna já disse nesse espaço da falta de planejamento do setor de trânsito da Prefeitura de Varginha, quanto a organização do trânsito na av. Benjamin Constant, ainda mais agora com a inauguração do Supermercado Bretas. Esta semana, a coluna verificou a grande quantidade de pedidos, feita pelos vereadores, para alterações no trânsito. São pedidos de instalação de semáforos, mudanças no sentido das vias etc. O curioso é que, na Câmara, não temos nenhum especialista em trânsito. São os mais variados palpites, muitos deles para atender um ou outro amigo ou conveniência eleitoral.
Pilantragem ou Propaganda enganosa?
Cerca de 400 famílias em Varginha tiveram o benefício do Bolsa Família, programa assistencial e de distribuição de renda do Governo Federal, bloqueado por irregularidades. Os problemas podem ser os mais diversos. Desde falta de documentação até possíveis fraudes no sistema. A coluna não teve acesso ao número total de famílias que recebem o benefício em Varginha, estima-se que esteja na casa dos milhares, o que parece relativamente muito. Varginha, uma cidade afamada por seu progresso e qualidade de vida, situada numa região próspera que é o Sul de Minas, com, possivelmente, milhares de famílias vivendo na miséria? O que nos leva a pensar que, ou a tão falada prosperidade econômica e de qualidade de vida da cidade é propaganda enganosa ou existe uma boa quantidade de mentirosos, fazendo-se passar por “miseráveis” para receber um “mensalinho” do governo federal.
Jóia da coroa
A Cemig, estatal mineira de energia, é a maior pagadora de impostos de Minas. Tornou-se a “jóia da coroa” do Estado por suas últimas negociações e aquisições, como a compra da Light, no Rio. A Light atua em 31 municípios do Rio de Janeiro e soma, atualmente, 3,9 milhões de clientes. Será agora totalmente controlada pela Cemig. Esta semana, a Cemig, que já tinha 25% da Light, vai comprar os 50% da empresa que estão nas mãos dos acionistas Andrade Gutierrez e Banco Pactual, que vão receber, cada, R$ 777 milhões. Esses dois acionistas detêm 25% das ações da Light, cada um. Em fase de expansão, a Cemig também foi às compras no interior fluminense, com a aquisição da empresa de energia Ampla. A assessoria da Ampla, ignora os entendimentos da Cemig com os controladores da espanhola Endesa, para a compra da empresa. Oficialmente, a Ampla nega a negociação, confirmada pelo governador Aécio Neves. A estatal mineira também negocia a compra da Coelce, a Cia Cearense de Energia, pela bagatela de R$ 2,5 bilhões. A Cia Energética de Brasília (CEB), que está mal das pernas, também interessa à Cemig, que está disposta a pagar R$ 500 milhões por ela. E pensar que já estivemos a um passo de entregar este patrimônio, a Cemig, em mãos internacionais.
Urnas
Os eleitores de São João del Rei, Pará de Minas, Curvelo e Ponte Nova deverão comparecer às suas respectivas seções eleitorais – mas não se trata da realização de novas eleições. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começou esta semana o recadastramento de eleitores para a identificação das impressões digitais, visando o pleito de 2010. Em todo o país, 43 cidades deverão contar com a votação biométrica no ano que vem. O TSE pretende estender o novo sistema – que consiste em exercer o voto apenas com um toque do dedo polegar na urna eletrônica – a todos os municípios brasileiros até 2018.
Devolução
Apenas parte do terreno da Polo Films, empresa que deixou Varginha no início do ano, retornou ao município. Nada mais justo, a devolução de, pelo menos, uma parte do imóvel doado, tendo em vista que a área foi doada pela prefeitura quando da chegada da Polo em Varginha. Fato curioso é que o vereador da oposição, Verdi Lúcio Melo estava presente na assinatura do acordo que reverteu a área ao município. No mesmo dia, e também com a presença do vereador da oposição, o secretário de Indústria e Comércio, Samuel Maganha, anunciou a entrega de áreas para outras empresas que desejam investir em Varginha. Será que a presença do vereador da oposição, na entrega de terrenos a industriais, seria para garantir que seja incluída a clausula de reversão integral dos imóveis ao município, independente de quanto tempo ou investimento que as empresas façam na cidade? É sabido que, não nesta administração, mas, conta uma lenda, que em tempos passados, incluir a clausula de reversão nos contratos de instalação de empresas em Varginha era algo “difícil de fazer”, dizem até mesmo que áreas públicas, destinadas a educação, já teriam virado supermercado, ou mesmo, grandes áreas, também públicas, doadas pela prefeitura a empresas “fajutas” serviram de garantia de empréstimos para empresas que “sumiram” tempos depois de assinarem o protocolo de intenções, ou mesmo outras empresas que, simplesmente, “ganharam” suas seus terrenos após alguns anos gerando míseros empregos na cidade.
Rodrigo Silva Fernandes
Escreve todas as quartas-feiras no Jornal Gazeta.
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